Ho ho ho

Queridos clientes e amigos,

Faremos o recesso de final de ano entre os dias 22 de dezembro e 2 de janeiro.

Nós aqui na Uva Limão não somos exatamente natalinos, mas estamos otimistas que 2017 será melhor que 2016 e pior que 2018.

Aproveitamos para deixar alguns links que podem interessar nessa época do ano.

Ebooks em inglês:

Ebooks em português:

Boas leituras, boas Festas, bom 2017!

 

Biblioteca organizada

Quando você tem 10, 20 livros, isso não é um problema, mas se você, como a gente aqui, estiver chegando na quarta casa decimal, pode ser útil conseguir achar o que quer na estante. Então, aqui vão algumas dicas para organizar a sua biblioteca.

1. Doe o que sabe que não vai reler e nem servir como material de consulta ou referência.

2. Doe o que você tiver também em formato eletrônico, principalmente os livros sem imagens.

Sugestões de locais para doações:

De uma forma geral, quanto mais distante dos grandes centros, melhor. Sua doação será mais útil e necessária.

Existe também o projeto Perca um Livro que funciona lindamente.

3. Faça uma primeira separação por tipo de material (revistas, livros, coleções, apostilas, DVDs, etc).

4. Separe, então, cada grupo por assunto. Ex: apostilas de sociologia, revistas de Design, livros de ficção, livros de História, etc.

Obviamente, esses grupos precisam fazer sentido para você e atender ao seu acervo. Se você tiver muitos livros de literatura, por exemplo, pode ser interessante separá-los por nacionalidade (literatura brasileira, francesa, etc) ou então por gênero (romance, ficção científica, etc).

Se você tiver dificuldade para decidir sob qual assunto classificar o seu material, veja se tem ficha catalográfica e use o que está lá. Mesmo que você não concorde totalmente, é mais fácil de achar depois porque será esse assunto que as buscas online e os sistemas de bibliotecas informatizadas te informarão.

A ficha catalográfica usa a Classificação Decimal de Dewey (CDD) ou a Classificação Decimal Universal (CDU), que você também pode usar se quiser. A CDD foi criada em 1876 por Melvil Dewey. A CDU, em 1895 por Paul Otlet e Henri la Fontaine. Apesar de serem ambas do século retrasado, esses poucos anos fazem diferença e a CDD ainda é a mais utilizada.

5. Depois, já agora na terceira separação, organize em ordem alfabética por sobrenome de autor.

Esses 5 passos já costumam ser suficientes mas, se você estiver realmente determinado em ter uma biblioteca organizada, pode usar um sistema de catalogação informatizado. Existem alguns gratuitos:

O que nós mais gostamos aqui na Uva Limão é o OpenBiblio, mas isso é totalmente pessoal.

Se você preferir métodos mais simples, nós desenvolvemos uma planilha bem simples (e incompleta), disponível para download gratuitamente aqui na Uva Limão. É importante ressaltar que essa planilha é só um exemplo, desenvolvido a partir do nosso acervo pessoal e que naturalmente terá ítens que não se aplicam à sua biblioteca, assim como certamente terá ítens faltando. A ideia da planilha é que você adapte para o seu acervo. Por favor não jogue nosso esforço fora e não redistribua, compartilhe o link desse post: http://uvalimao.com.br/biblioteca-organizada/

Download gratuito (formato Excel): PLANILHA UVA LIMÃO BIBLIOTECAS

O SophiA é o software mais utilizado em grandes bibliotecas universitárias, públicas, etc, mas além de ser pago, na nossa opinião é bem mais do que a maioria de nós precisa.

Agora, tem um truque: deixe sempre espaço em cada prateleira para que o acervo cresça, especialmente nos assuntos que você mais gosta. Assim, você não precisa rearrumar tudo cada vez que compra um livro. Ou dois. Ou trinta.

Outra coisa que é importante, para a conservação dos livros, é ter algum espaço/ar entre o livro e o fundo da prateleira. Por esse motivo e para facilitar a visualização, sempre arrumamos os livros alinhados pela lombada, com a lombada virada para frente. A gente aqui gosta de deixar os livros uns 2 dedos a partir da borda da prateleira, mas o motivo é absolutamente pessoal: é fácil de ver quando aquela prateleira menos consultada precisa de faxina.

Por falar em faxina, livros são limpos sempre com panos secos. Nada de jogar desinfetante ou álcool, ok? O melhor pano que tem para isso é algodão, especialmente aquele usado para fazer fralda de neném. É melhor que flanela ou esses de limpeza que vendem no mercado. Sem falar que você pode comprar por metro que fica bem mais em conta. Vende nessas lojas de tecido grandes que encontramos em lugares como o Saara (RJ) ou a 25 de março (SP). A única coisa chata desse tecido é que precisa ser lavado à mão para não se desfazer na máquina de lavar. Sabemos que vocês vão achar que é maluquice nossa, mas a maneira mais prática de lavar esses tecidos é enquanto você toma banho. A água quente desengordura o tecido rapidamente e o chuveiro ajuda a passar a água pelos furinhos, lavando bem mais rápido e melhor do que na torneira ou no tanque.

Agora, isso tudo vale para a nossa biblioteca pessoal, doméstica. Existe a formação em biblioteconomia para quem quiser seguir isso profissionalmente. É uma graduação, aliás, bem interessante e atual, já que engloba também arquitetura de informação e sistemas inteligentes. A biblioteconomia é a ciência responsável pela gestão não apenas de bibliotecas de livros, mas de todo e qualquer centro de documentação, inclusive os de arquivos digitais. Até onde sabemos, a UniRio é a única universidade que oferece tanto o bacharelado quanto a licenciatura em biblioteconomia, todas as demais graduações são exclusivamente bacharelados. No site deles tem a matriz curricular (pdf) para você dar uma olhada no que se trata o curso.

Importante: essas dicas foram escritas a partir da nossa experiência aqui na Uva Limão, adapte-as para as suas necessidades e para o que melhor te atender.

Esse vídeo tem quase 70 anos e praticamente não existe mais esse sistema dos cartões impressos mas, em termos de lógica, as bibliotecas ainda são organizadas mais ou menos assim:

E, para terminar, o vídeo que a Porta dos Fundos fez sobre bibliotecas/leitura é sensacional:

 

A nossa editora, Carolina Vigna, trabalhou com obras raras e pede para avisar que, apesar do mais comum ser a utilização da CDD, as bibliotecas de obras raras podem seguir outra lógica completamente diferente e se organizarem por data de publicação, editora, autor, nacionalidade ou até mesmo por tipo de impressão.

A fotografia que ilustra a chamada desse post lá na primeira página é do Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro. O Real Gabinete é lindíssimo e merece a sua visita quando você estiver praqueles lados.

Produção de ebooks

Aqui, na Uva Limão, acreditamos que o que faz a diferença é a qualidade do serviço prestado e não algum tipo de conhecimento oculto, passado de geração em geração em volta da fogueira à meia-noite. Então, não temos problema algum em contar para vocês o que usamos no dia a dia.

Para produzir ebooks existem, basicamente, 3 caminhos.

O mais clássico: InDesign, exporta em PDF, converte no Calibre. É o mais conhecido e fácil, mas o que produz resultados de pior qualidade.

Intermediário: Praticamente qualquer arquivo (inclusive Word), aberto no Calibre e editado nele mesmo. Existem milhares de outras alternativas, como o próprio Kindle Textbook Creator, da Amazon, mas nossa experiência com essas outras ferramentas não é muito boa (e, portanto, não vamos recomendar).

O melhor (na nossa opinião): A partir de htmls limpos (ou seja, feitos em algo decente que não a exportação automática do Word), editar o ebook no Sigil.

Além, claro, de todas as etapas envolvidas na produção de um livro, o ebook tem algumas especificidades e necessita de alguns skills além dos que os editores normalmente já possuem. É também necessário algum conhecimento de html e css, compressão de imagens, metadados, etc.

Produzir um livro envolve muita, muita coisa mesmo. Não estamos aqui de óóó olhem só como editor sofre, não. Até porque a gente adora o que faz e não sofre nem um tiquinho. É só para vocês terem uma ideia do que se trata e não acharem que acabou de escrever no Word, tá pronto. Não é bem assim…

Aqui, alguns links interessantes para quem quer se aventurar nessa praia:

Ou, claro, contrate a Uva Limão! 🙂

Papel

A história do papel é bem interessante. Aqui, alguns sites a respeito:

Achamos esse vídeo sobre como se faz papel:

E, é possível fabricar papel de forma artesanal também. São, inclusive, muito valorizados para artistas e designers. Aqui, algumas dicas de como fazer papel em casa:

E um vídeo de um método japonês de fabricar papel (em inglês):

E esse passo a passo em português:

Fazer papel é bem divertido, mas preciso avisar a vocês que fazer papel em casa faz uma bagunça que vocês não podem imaginar. Falo por experiência, levei dias para limpar a casa e desisti do liquidificador.

 

 

 

 

Hands-On

A Adobe publicou um post muito legal – e saudosista – sobre como era o design gráfico/editorial antes da tecnologia.

A gente gosta de ver essas coisas porque todo mundo aqui é do tempo do paste up, de corrigir fotolito na gilette, da letraset, de fazer a marca de registro no bico de pena (depois surgiram tanto letraset quanto um tipo de fita durex com as marcas prontas para cortar e colar), etc.

… mas sabe? Não temos saudades, não. A tecnologia melhorou muito a nossa vida.

Tem algumas coisas que o “antigo” é melhor, como desenho/pintura. A tecnologia ainda não chegou lá. Tinta ainda é tinta, lápis ainda é lápis. Ponto final. Não tem pro computador, não.

Agora… Design, composição, diagramação? A tecnologia é muito melhor. É mais rápida, mais limpa, mais precisa e tem mais recursos e possibilidades, com um resultado infinitamente superior.

Isso dito, clica aí.

 

Graphic Means (Official Trailer) from Briar Levit on Vimeo.

ABNT

Nós fazemos revisão ABNT, mas é sempre bom entender pelo menos um pouco do que está acontecendo.

No Issuu temos uma “stack” com publicações a respeito.

Tem uma matéria muito boa na Gazeta do povo e um guia na UFJF.

Existem também algumas ferramentas que tentam automatizar o trabalho:

Nossa experiência com essas tentativas de automação da revisão ou formatação ABNT não é boa, mas pode ser só azar nosso.

A pós-graduação em Geologia da Universidade Federal da Bahia publicou um template do Word “padronizador” da ABNT. Até agora, foi o template que achamos melhor, mas tem vários por aí.

Agora, importante, lembre-se que cada publicação, cada universidade, cada programa tem as suas normas. Consulte sempre o guia de publicação da sua instituição, além das normas da ABNT.

 

Tipografia

Não existe ninguém no métier do livro que não seja apaixonado por tipografia.

Não somos exceção.

Essa animação merece o seu clique:

 

Recomendamos:

Rare & Old

O site Rare Book Room tem vários títulos raros digitalizados.

Rare Book Room

Esse aqui acima é o Sidereus Nuncius, do Galileu Galilei.

Outro site na mesma linha é o Old Book Art, que é basicamente de ilustrações antigas.

Mais um que merece lembrança é o Book Cover Archive.

E, por fim, existe também o FOBO: From Old Books dot Org: Pictures, Engravings & Extracts From Old Books, que cumpre o que promete no título:

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